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MARL: 18 ANOS DEPOIS…

O Mercado Abastecedor da Região de Lisboa chegou no dia 3 de Julho à maioridade, evocando, assim, os 18 anos da sua fundação.

Embora sem programa festivo, «porque os tempos justificam diferentes prioridades», o MARL – marca feita com elevados índices de reconhecimento junto de operadores grossistas, retalhistas e consumidores – vive um bom momento da sua história, não só porque os números dos últimos exercícios inverteram uma tendência pouco satisfatória, encerrando já com resultados líquidos positivos, mas substancialmente porque permitiram pôr em curso um urgente plano de modernização.

«As acções de gestão perseguem, obviamente, os objectivos da rentabilização e manutenção do património, da consolidação financeira, da maximização da ocupação e rendimentos, da racionalização dos custos e da maximização da utilização dos recursos», diz Rui Paulo Figueiredo, presidente do Conselho de Administração e CEO do Grupo SIMAB, mas pretendem «ir muito mais além da consolidação económica e financeira da empresa».

Recorde-se que o Mercado Abastecedor de Lisboa – a maior plataforma nacional de distribuição agroalimentar – encerrou o exercício de 2017 com um resultado líquido positivo de 4.353,1 milhares de euros, representando, numa base comparável, uma melhoria de 115,4 milhares de euros (+2,7%) relativamente a 2016.

Mas, como se dizia, mais significativo do que isso, no ano anterior, em que o investimento ascendeu a 3 milhões de euros, é a implementação de um Plano de Modernização, tão importante quanto correspondente à primeira intervenção significativa desde a sua construção, no ano 2000.

Impõe-se a recuperação de edifícios – explica Rui Paulo Figueiredo –, tal como a modernização tecnológica, actualização da imagem, sinalética, rede de dados única, fibra óptica em todo o mercado, sistemas de telemetria para consumos de água e energias, melhorias na gestão centralizada da rede de frio, mobilidade eléctrica, soluções de comércio electrónico, ou seja, um vasto programa de soluções materiais, mas também algumas acções imateriais.

E se parte deste plano está já em curso, designadamente algumas das intervenções do foro tecnológico, a restante vai acontecer nos anos subsequentes, assumido que está um investimento anual situado entre os 3 e os 4 milhões de euros.

A par disso, o presidente do Conselho de Administração acredita que o investimento público – o MARL integra o Grupo SIMAB, tutelado pela Parpública – vai ser acompanhado, como está já a acontecer, pelo investimento privado, sendo vários os exemplos que implicam com empresas ali instaladas e de outras que mantêm contactos para negociar espaços.

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