Jornadas Tomate Industria_Syngenta (2)

Syngenta realiza Jornadas Tomate Indústria

A 9 de Março, a Syngenta promoveu as Jornadas Tomate Indústria, que reuniram cerca de 115 agricultores e técnicos de organizações de produtores, da distribuição e das indústrias de transformação de tomate. No evento, que decorreu na Casa Cadaval, em Muge, estiveram em foco os problemas fitossanitários que afectam a cultura.

Segundo comunicado da Syngenta, nas últimas campanhas registou-se um crescente aumento da produção de tomate indústria em Portugal. Na campanha de 2017, foram plantados 17.863 hectares e entregues para transformação na indústria 1,5 milhões de toneladas de tomate, mas «a qualidade do produto final, sobretudo o processado proveniente das colheitas de final de época, revelou perda de qualidade por alteração de cor do fruto», refere a empresa.

Jornadas Tomate Industria_Syngenta

A Syngenta indica que «a qualidade do processado de matéria-prima no final da campanha é afectado pela destruição de área foliar, que se deve à natural senescência das plantas, mas também a incidência de pragas, como mosca branca [Bemisia tabaci], ácaros e traça do tomateiro». Estas pragas «contribuem para a desfoliação, cuja incidência aumentou nos últimos anos, momento em que se começou a registar a designada “falta de cor” – um factor que penaliza a qualidade do tomate, levando a reduções no preço pago pelas indústrias aos agricultores».

No comunicado, a Syngenta explica que «a mosca branca é responsável pela transmissão de diversos vírus à cultura e causa o amadurecimento irregular do tomate». Neste âmbito, a empresa preconiza uma «estratégia concertada de luta contra este insecto, com base no insecticida Actara, combinado com produtos de outros grupos químicos, posicionados no momento certo, ao longo da campanha, como forma de evitar resistências e garantir o controlo eficaz da praga», como afirmou Gilberto Lopes, field expert da Syngenta.

A empresa assinala que o Actara é um «insecticida sistémico de rápida acção contra mosca branca e afídeos» e que se trata de «um produto muito versátil, pois pode ser aplicado por três vias: ao solo; nos viveiros de jovens plantas (por imersão dos tabuleiros ou por injecção na turfa, dois a três dias antes do transplante); rega (cinco a sete dias após o transplante ou ao aparecimento da praga)». Nas Jornadas Tomate Indústria, a Syngenta apresentou esta e outras soluções para garantir a sanidade de plantas e frutos nesta cultura, como os insecticidas Ampligo («multipraga, eficaz no controlo das duas espécies de lepidópteros mais prejudiciais para a cultura») e Eforia e o fungicida Ridomil Gold R WG (anti-míldio, à base de metalaxil M e cobre, «indicado para controlo de Phytophthora spp. na fase inicial do ciclo da cultura»).

João Silva_CCTI_Jornadas Tomate Ind. Syngenta

As Jornadas Tomate Indústria também incluíram uma apresentação de João Santos Silva, director do Centro de Competências para o Tomate Indústria (CCTI), sobre o trabalho em curso no âmbito do projecto Qualitomate. Decorreu ainda uma apresentação de Ana Barroso, técnica da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), sobre as regras dos apoios do Regime de Pagamento Base e sobre as regras do Greening.

Ana Barroso_CAP_ Jornadas Tomate Ind._Syngenta




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