Carta_EFMA

Ampliação do Alqueva vai regar mais 50 mil hectares no Alentejo

A ampliação do Alqueva arranca em 2018 para regar mais 50 mil hectares no Alentejo e levar água para abastecimento público a mais cinco concelhos, num investimento de 210 milhões de euros.

A ampliação do Alqueva avança no próximo ano e vai incluir um vasto conjunto de obras que o Governo quer ter concluído até 2022 para criar mais 49.427 hectares de regadio distribuídos por 13 novos blocos de rega, espalhados um pouco por toda a região do Alentejo, sendo sete no distrito de Beja, cinco no de Évora e um no de Setúbal.

Além dos blocos de rega, a ampliação prevê também um investimento muito importante numa ligação para levar água do Alqueva aos concelhos de Castro Verde, Almodôvar e Ourique e parte dos de Odemira e Mértola, no distrito de Beja.

Trata-se da ligação da albufeira do Roxo, situada no concelho de Aljustrel (Beja), e que está ligada ao Alqueva e, se necessário, recebe água do projecto, à do Monte da Rocha, no concelho de Ourique e que é a fonte para abastecimento público daqueles cinco concelhos e para rega do aproveitamento hidroagrícola do Alto Sado.

No distrito de Beja vão ser construídos os blocos de rega de Messejana, no concelho de Aljustrel, Cabeça Gorda/Trindade (Beja), Cuba/Odivelas (Cuba), Póvoa de São Miguel/Amarela/Moura (Moura), Marmelar e de Vidigueira (Vidigueira) e de Vila Nova de São Bento (Serpa).

Mais a norte, no distrito de Évora, vão ser construídos os blocos de rega de Lucefécit/Capelins, no concelho de Alandroal, de Évora, Reguengos de Monsaraz e de Monsaraz e de Viana do Alentejo.

No litoral alentejano e na área do distrito de Setúbal, vai ser construído o bloco de rega de Ermidas-Sado, no concelho de Santiago do Cacém.

A ampliação do projecto do Alqueva enquadra-se no Plano Nacional de Regadios, que vai implicar um investimento global de 500 milhões de euros para requalificar regadios obsoletos ou construir novos regadios para beneficiar uma área total de 90 mil hectares.

Após 2.400 milhões de euros de investimento, 21 anos de obras e 15 a encher, Alqueva produz actualmente energia, reforça o abastecimento público de água no Alentejo, rega 120.000 hectares e vai ser ampliado para beneficiar mais 50.000 hectares.

O fecho das comportas da barragem ocorreu a 8 de fevereiro de 2002 e marcou o início do enchimento da albufeira, localizada no “coração” do Alentejo.

Na sua capacidade total de armazenamento, o Alqueva é o maior lago artificial da Europa, com uma área de 250 quilómetros quadrados e cerca de 1.160 quilómetros de margens.

1 – Área de Regadio

A área irrigável em Portugal é de cerca de 560 000 ha. Este conceito de área irrigável corresponde à área infraestruturada com captações (barragens, furos, poços, rios) e com redes de rega. É a este valor que deverão ser somados os 49.000 novos hectares dos novos blocos de Alqueva.

A área que é efectivamente regada em cada ano varia segundo as oscilações da emigração, o preço de comercialização dos produtos, a disponibilidade de água, etc. De qualquer forma, não há registos contínuos da variação da área regada, mas estima-se que oscile entre 75 a 85% da área irrigável.

2 – Área abrangida pelos projetos de reabilitação e modernização recentemente aprovados

 São 42.000 ha, mas não somam aos 560.000, uma vez que estão integrados neles. São essencialmente projectos de reabilitação de estruturas degradadas ou obsoletas que, neste momento, não permitem o aproveitamento integral e eficiente das áreas de regadio que cobrem.

3 – Novas áreas de regadio

Para além dos 49.000 ha dos novos blocos de Alqueva, prevê-se a construção, a curto prazo, de infraestruturas de regadio em mais 6.000 ha distribuídos um pouco por todo o País.

Notícias relacionadas




Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *