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Plantas em crescimento acelerado

 A produção de plantas aromáticas, condimentares e medicinais tem vindo a surgir como uma alternativa interessante
para quem entra nas lides agrícolas e até como um complemento para outras actividades agrícolas. Retrato de um sector em franco crescimento em Portugal.
«Nos últimos anos assistiu-se ao aparecimento de novas explorações dedicadas à produção de plantas aromáticas, medicinais e condimentares (PAM) em Portugal Continental. Embora com um peso relativamente diminuto comparado com outros sectores agrícolas, apresenta uma dinâmica de crescimento notável, atraindo para esta actividade novos produtores.» Esta foi a motivação do Gabinete de Planeamento e Políticas (GPP) do Ministério da Agricultura para elaborar o estudo ‘As plantas aromáticas, medicinais e condimentares’, divulgado em Novembro de 2013. O estudo foi concebido a partir de dados sectoriais (nomeadamente do Proder) e de um inquérito, efectuado entre Outubro de 2012 e Maio de 2013. Existem vários dados, de valores não comparáveis, devido a questões de metodologia e de períodos de referência não coincidentes. Ainda assim, os dados permitem «inferir que as áreas em produção terão duplicado entre as campanhas de 2008/2009 e 2011/2012 (no decurso de três anos agrícolas), comparando os 80,32 hectares do Recenseamento Agrícola de 2009 com os 179,91 hectares do Inquérito às Plantas aromáticas, medicinais e condimentares (IPAM)».
Modo de produção biológico predomina
Dos 106 produtores de PAM que responderam ao inquérito, estavam em produção 72 (68%), com 179,91 ha, enquanto os restantes 34 ainda não tinham produção declarável, embora já tivessem iniciado a actividade. Estes 179,91 ha dividiam-se em: 97,1 ha (54%) em modo de produção biológico (MPB) ao ar livre, 72,9 ha (41%) em modo de produção convencional ao ar livre e 9,9 ha (6%) em estufa. Dos 72 agricultores em produção, 60 produzem em MPB e 16 no modo convencional – isto porque quatro têm os dois modos em simultâneo.
Em Portugal, o sector das PAM surge centrado no segmento das biológicas para secar. A maioria dos produtores tem mais do que um destino final para a produção: 46 vendem as PAM em seco, 23 vendem em verde, 7 extraem óleos essenciais e 19 têm viveiros. LVT conta com a maior área por produtor em termos gerais (4,20 ha), no modo convencional (8,64 ha; 6,00 ha no Alentejo) e na produção para venda em seco (4,78 ha), mas o Alentejo lidera em área por produtor em MPB (2,05 ha) e produção para venda em verde (4,61 ha; 4,20 ha em LVT).
Ler mais na edição n.º143



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