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05 de Fevereiro de 2012

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  seta Plantas enxertadas relançam cultura no solo

As plantas enxertadas estão a dar um novo alento à cultura do feijão-verde, da qual muitos horticultores tinham desistido na região Oeste, devido a problemas de doenças e esgotamento de solos. 

«Só quem fazia feijão-verde era a hidroponia, agora com as plantas enxertadas volta a ser possível produzir feijão-verde no solo...», reconhece António Pedro, produtor em Berjenjas, Silveira, que produz feijão-verde enxertado em solo, pelo segundo ano. Testemunho semelhante é dado por Miguel Carvalho, produtor da mesma freguesia de Torres Vedras: «eu já não conseguia fazer feijão normal há seis anos, agora com as plantas enxertadas não fico nada atrás da hidroponia», afirma. «As plantas enxertadas dão maior flexibilidade ao trabalho do técnico no acompanhamento da cultura. A produtividade é mais estável ao longo de todo o ciclo, há maior capacidade de lidar com águas de má qualidade e maior resistência a doenças», explica Vasco Vital, responsável técnico numa exploração hortícola que produz 2 hectares de feijão-verde, em Ponte do Rol, Torres Vedras.
O aumento da produtividade e maior qualidade dos frutos são factores preponderantes na escolha destas plantas, «mais caras, mas com saída garantida». António Pedro diz ter uma produção média a rondar os 15kg/m² (apesar da pequena densidade de plantação), enquanto Miguel Carvalho fala em 50 a 70kg em 50m². A poupança em fertilizantes e pesticidas também parece compensar o custo mais elevado.
As plantas enxertadas de feijão-verde são uma realidade recente em Portugal e resultam de uma descoberta nacional. A empresa Aromas e Flores seleccionou um porta-enxerto a partir de uma planta selvagem bianual do género Phafeolus, cujas raízes são muito robustas, suportando solos cansados. Os primeiros ensaios decorreram no Verão de 2008 e em 2009 saíram para o mercado as primeiras plantas enxertadas. Na actual campanha de Primavera-Verão, estavam encomendadas 250 mil plantas àquele viveiro, mas os estragos causados pelo mau tempo nas estufas do Oeste fizeram diminuir a área de produção de feijão-verde na região, preterido a favor do tomate.

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