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05 de Fevereiro de 2012

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  seta Os muitos sabores do Brasil

 

O Brasil é o terceiro maior produtor de fruta do Mundo, só sendo suplantado pela China e pela Índia. Em 2008, dispunha de uma área plantada de 2,2 milhões de hectares, que deu origem a 42,6 milhões de toneladas de fruta. Embora abranja todo o país, a produção é mais intensa nas regiões do Sudeste, Nordeste e Sul, principalmente nos estados de São Paulo, Baía e Rio Grande do Sul. Condições como diversidade de climas, precipitação regular, sol e reservas de água abundantes permitem produzir vários frutos durante todo o ano ou em grande parte deste.

Em 2009, o Brasil exportou 780 mil toneladas de fruta para consumo em fresco, que atingiram um valor de 415.40 milhões de euros. Os principais frutos exportados foram melão, uva, banana, manga, maçã, limas/limões e papaia. A exportação de uvas não é significativa em volume (54,5 mil toneladas), mas é muito importante em valor (82 milhões de euros). As exportações de uva cresceram 185% entre 2005 e 2009.

De 2008 para 2009 houve uma quebra considerável nas exportações de fruta, em volume (12%) e em valor (22,7%). Para o Instituto Brasileiro de Frutas (IBRAF), esta situação deveu-se à redução da procura resultante da crise económica global, nomeadamente na Europa, e ao aumento do valor do Real. Os principais destinos internacionais da fruta brasileira para consumo em fresco são os Estados Unidos e, sobretudo, a União Europeia (UE). Esta última representou, em 2009, 75,29% da exportação em volume e 81,1% da exportação em valor.
Os responsáveis do sector esperam que 2010 venha a registar um aumento na procura de frutas do Brasil, nomeadamente por parte da Europa e dos Estados Unidos, voltando aos volumes de exportação de 2008. Na sequência de um estudo que identificou oportunidades interessantes para a fruta do Brasil, pretende-se também diversificar os mercados. Os novos países-alvo são Canadá (uma «grande promessa»), Emirados Árabes Unidos, Inglaterra, Rússia (um «grande comprador», mas que está a uma grande distância; a fruta do Brasil tem sido vendida através da França e a intenção é passar a negociar directamente) e Hong Kong. Na Ásia, há barreiras a ultrapassar, como a necessidade de assinar acordos fitossanitários.

 

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