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05 de Fevereiro de 2012

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  seta Congresso internacional sobre resíduos orgânicos

Que destino dar aos resíduos da produção agrícola, pecuária, agro-industrial e urbana? Qual o tratamento mais correcto? Como minimizar os resíduos produzidos? Que destino dar aos produtos tratados? Qual o impacto dos resíduos no ambiente? A agricultura beneficia com o uso destes resíduos? Estas e outras questões são o mote do 14.º Congresso Internacional Ramiran, que decorre de 13 a 15 de Setembro, em Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian. Organizado pelo Instituto Superior de Agronomia, vai divulgar estudos realizados no âmbito da rede Escorena, dedicada a analisar o impacto, tratamento e reciclagem de resíduos gerados em diferentes actividades. Cláudia Marques dos Santos Cordovil, professora do Instituto Superior de Agronomia, Presidente da Comissão Organizadora do Congresso, antecipa o que vai acontecer.

 

O que é o Ramiran?
É um grupo de trabalho que existe há quase 30 anos, pertencente à FAO, que estuda os problemas ligados à produção, tratamento e utilização dos resíduos orgânicos na agricultura, com especial ênfase para os resíduos da produção animal.

 

Quantos participantes esperam?
Temos cerca de 200 inscrições e esperamos chegar aos 250 até Setembro, com participantes de 40 países de todos os continentes. Há uma forte participação portuguesa, espanhola, italiana, francesa e do Reino Unido, para citar os países da Europa que mais trabalhos enviaram. Mas também nos chegaram trabalhos do Senegal, Malásia, China, EUA, Argentina, Brasil, Marrocos, etc. Temos, nesta edição, a maior adesão de sempre, com o envio de quase 350 trabalhos e, pela primeira vez, o alargamento real para fora da Europa.

 

Que temas vão ser abordados?
Os temas são variados e abrangem todas as vertentes do tema central do congresso, que é: tratamento e utilização de resíduos na agricultura: desafios e oportunidades para um desenvolvimento sustentável. Iremos falar do que se passa desde a formulação da ração, os diversos tipos de tratamentos (como a compostagem e a digestão anaeróbia), as perdas, a aplicação agronómica. E, claro, será dado um ênfase especial aos desafios que se colocam aos empresários na gestão dos resíduos.

 

A reciclagem dos resíduos é uma prática comum em que países da Europa? E é praticado à escala empresarial ou apenas em escala experimental?
O tratamento dos resíduos está generalizado na maioria dos países da Europa. Quanto à sua utilização na agricultura, em alguns países como, por exemplo, a Dinamarca e o Reino Unido, já se pratica há largos anos em diversas explorações. Em Portugal, esta prática está menos difundida, talvez por falta de conhecimento acerca de todos os benefícios associados ao uso de resíduos orgânicos como fertilizantes ou como melhoradores da qualidade do solo. Claro que a gestão tem que ser sempre cuidada para que não haja efeitos indesejáveis. O preço de transporte também é, por vezes, dissuasor da utilização destes materiais.

 

Vai haver novidades neste Ramiran?
Sim, há temas que foram introduzidos pela primeira vez nesta edição, que já é a 14ª. Por exemplo, a gestão da água nas explorações pecuárias, o maneio dos alimentos dos animais com vista à minimização dos riscos ambientais dos estrumes/chorumes, e os aspectos económicos relacionados com a gestão dos resíduos orgânicos. Mas, mais novidades e as últimas descobertas científicas nesta área, só serão conhecidas durante o evento.

 

Que aspectos gostaria de destacar?
Gostaria de passar a seguinte mensagem: este congresso vai ser uma oportunidade única no País para ficar a conhecer o que de mais interessante se faz no mundo na área dos resíduos. Por razões legais e regulamentares, os nossos empresários terão que passar a olhar a gestão dos resíduos das suas explorações de uma forma diferente, mais arrojada e inovadora. Em Setembro, serão apresentadas as novidades científicas técnicas e tecnológicas mundiais. Os participantes terão oportunidade não só de ouvir as comunicações e consultar os posters, como também de conversar com quem tem anos de experiência nestas matérias e as pratica na sua actividade.

 

Como é que os interessados se podem inscrever?
Podem consultar o nosso sítio e fazer a sua inscrição on-line ou telefonar para o secretariado. A participação não é fechada a cientistas e a quem apresenta trabalhos. Todos os que quiserem pôr-se a par das novidades do sector serão muito bem vindos e certamente que levarão consigo informações valiosas.

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