Na hortofloricultura intensiva e protegida, o tipo de estufa e outros abrigos altos utilizados assume um papel fundamental de protecção e de elemento potenciador da rentabilidade da cultura, pelas condições produtivas que deve criar.
Em 2010 a Quinta da Moita Redonda (Olhão), empresa do Grupo Hubel, levou a cabo a instalação de três hectares de estufas para a produção de morango em sistema “hidropónico”.
Na definição e eleição do tipo de estrutura/estufa a utilizar foram identificados os seguintes parâmetros que era necessário garantir:
-Orientação da estrutura no sentido Norte-Sul.
-Suspensão das bancadas com substrato na estrutura da estufa, com elevação a 1,2 m, para permitir a passagem de máquinas para tratamentos e outros trabalhos.
-Cultura com uma entrelinha de 0,96 m. As bancadas pesam em carga máxima aproximadamente 50 kg/m² e devem ficar com orientação N-S e solidárias com a direcção das capelas da estufa.
-Boas condições de inércia térmica, ou seja, atenuar os picos de temperatura, quer por excesso, quer por defeito.
-Boas condições de arejamento que permitam regular a temperatura, em dias quentes, e a humidade relativa, em dias húmidos, ou com condições propicias para a ocorrência de condensação e precipitação no interior da estufa.
-Consola de controlo de abertura e fecho de janelas, com base numa estação meteorológica a instalar no local.
-A cobertura em polietileno térmico com elevado índice de difusão para reduzir zonas de sombra no interior da estufa, assim como um menor risco de excesso de insolação.
-Totalmente isolada do exterior no que respeita à entrada de pequenos pássaros que prejudicam a qualidade dos frutos.
-Bons acessos e condições que protejam os trabalhadores e optimizem os processos de trabalho.
-Oferecer garantias de resistência aos ventos, segundo o Euro código 1 ENV de 1991, que divide o território nacional em duas zonas. Para o cálculo das estruturas deverá ser tido em conta, segundo o código português de segurança e acções (expresso no decreto-lei Nº 235/83), um acréscimo de 7% sobre a velocidade de referência, que totaliza 120 km/h.
-Projectadas, calculadas e desenvolvidas para suportarem os esforços provocados pelo vento, neve, granizo e pelas cargas de cultivo, segundo a norma europeia EN 13031-1 para projecto e construção de estufas. O aço utilizado deverá ser galvanizado em contínuo por imersão a quente, de forma a respeitar a Norma Europeia EN 10142/98.
A marca de estufas que melhores condições técnicas reuniu e que melhor rácio preço/qualidade apresentou foi a Inverca. A estrutura definida tem uma área de 150 m de frente por 200 m de lateral, totalizando 30.000 m². Cada capela tem 9,6 m de largura e uma altura de 4,5 m ao canal, conferindo uma altura total de 7,15 m. O modelo identificado foi o gótico Inverca G, com dupla janela zenital, que permite uma ventilação muito eficiente com ventos dominantes do quadrante Este ou de Oeste. A ventilação frontal também foi instalada e à semelhança das zenitais a sua manobra é motorizada e controlada automaticamente.
As estruturas Inverca têm uma levada qualidade e todos os detalhes estão projectados para uma performance que as diferencia das restantes do mercado, quer pela quantidade de aço galvanizado, diâmetro e espessuras, com garantias de solidez, quer pela facilidade de instalação e manutenção. O leque de soluções disponíveis ao nível da cobertura e da climatização é inúmero e variados e permite ir ao encontro de todas as necessidades de produção.
As estufas Inverca podem ser integradas em projectos de chave na mão, acompanhadas dos serviços e produtos para todo o processo de implementação do projecto, desde o sistema de rega até aos substratos, passando pelo fornecimento de fertilizantes líquidos e assessoria técnica à produção.