ECOTROPHELIA-Portugal_Fermentive

Tomate verde em conserva recebe prémio “Born from Knowledge”

“Tomatable” é um projecto desenvolvido no meio académico para a produção de um enlatado de tomate verde fermentado, como forma de evitar o desperdício anual de toneladas de tomate de indústria por apresentar cor verde. Dos concorrentes da edição de 2020 dos Prémios Ecotrophelia Portugal, promovidos pela PortugalFoods, este conceito de tomate em conserva «pouco calórico mas nutritivo» foi galardoado pela Agência Nacional de Inovação (ANI) como «o melhor projecto nascido do conhecimento científico e tecnológico» (prémio “Born from Knowledge”, um programa promovido pela ANI).

Este projecto, apresentado com a designação “FermentiVe”, foi desenvolvido por uma equipa de investigadores do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa e da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Segundo a ANI, o “Tomatable” surge para aproveitar o tomate verde desperdiçado «e acrescentar-lhe valor», estando disponível em duas versões: “Green Edition” e “Pink Edition”.

«A primeira tem o aspecto do seu principal ingrediente, o tomate verde. Já a segunda é composta por tomate verde e outros vegetais fermentados – cebola roxa, rabanetes e couve-roxa –, apresentando, por isso, uma cor rosa forte. O produto resulta de uma fusão de alimentos e sabores da dieta mediterrânica, com um equilíbrio delicado entre a acidez e o salgado e é de origem nacional. Nutricionalmente é pouco calórico, contendo vitaminas e micronutrientes que contribuem para uma alimentação equilibrada e variada. Contém ainda probióticos e simbióticos resultantes da fermentação, que potenciam benefícios para a saúde.» A entidade indica que «Portugal é um dos maiores produtores europeus de tomate, um hortofrutícola bastante usado na dieta mediterrânica, mas que é alvo de desperdício», sendo que «todos os anos, durante a colheita, são deixadas para trás toneladas de tomate verde».

A ANI – que promove o prémio “Born from Knowledge” no âmbito do SIAC – Iniciativa de Transferência de Conhecimento, cofinanciada pelo Compete 2020, através do Portugal 2020 e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional – esclarece que existe uma série de mitos sobre o tomate verde, «entre os quais o de que não é bom para comer». Apesar de o tomate verde ter «a mesma composição nutritiva que o vermelho», acrescenta a entidade, «a indústria descarta-o, o que constitui um problema ambiental, alimentar e económico».

A Agência Nacional de Inovação explica que o público-alvo do “Tomatable” «abrange jovens, adultos, vegetarianos, veganos e pessoas preocupadas com o bem-estar e com a preservação ambiental» e que «a equipa responsável pelo seu desenvolvimento vai agora procurar potenciais parceiros estratégicos para transformar o projecto num produto comercializável». A entidade refere ainda que este produto «poderá ser consumido como acompanhamento de pratos compostos (sandes/saladas) ou como entrada».

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