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CNA fala de «crise» na agricultura familiar

A expressão é de João Dinis, membro da direcção da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). A declaração surge na sequência de uma manifestação organizada por um grupo de agricultores britânicos, frente à delegação da Comissão Europeia em Belfast, na Irlanda do Norte, Reino Unido, a 24 de Agosto.

Os produtores uniram-se para pedir a criação de preços mínimos à produção, assegurando uma retribuição justa na agricultura familiar e o consumo de produtos nacionais antes de se proceder à exportação.

Em Portugal, na fileira hortofrutícola, «os agricultores ficam com 10% do preço que chega ao consumidor final». Este aspecto, diz o responsável da CNA à Frutas, Legumes e Flores, transforma os pequenos produtores em «meros fornecedores de matéria-prima para a transformação, a agro-indústria e o agro-comércio».

O caminho defendido por João Dinis passa pela criação de «preços justos garantidos à produção». Algo que, reconhece, implicará «mudar os regulamentos», mas que não requer «alterar muito os preços no consumo».

João Dinis explica que «a agricultura familiar é aquela que recorre predominantemente a mão-de-obra da família, que não utiliza modos de produção super-intensivos, ocupa o território, mantém e vivifica os recursos naturais».

Em Portugal, existem actualmente cerca de 300.000 pequenas e médias explorações de tipo familiar que produzem mais de metade daquilo que se consome no país. No mundo, estas estruturas garantem 80% dos bens alimentares consumidos.

 




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