Melão

Diversidade genética do melão estudada pela primeira vez

O estudo, divulgado na publicação britânica Molecular Biology and Evolution, centrou-se na análise do genoma de sete variedades diferentes de melão. O objectivo é compreender as características genéticas do fruto e, ao mesmo tempo, elementos fundamentais à sua comercialização como o sabor, tamanho e a dependência de água.

Através do estudo de 4,3 milhões de sequências de ADN, a equipa (composta por académicos espanhóis e italianos) chegou à conclusão que os melões mais cultivados apresentam menos diversidade genética do que aqueles que nascem espontaneamente.

Ao todo, foram encontrados 902 genes que podem ser afectados pelas variações na estrutura do ADN. Desses, cerca de 53 estão envolvidos na resistência às doenças, nos metabolismos que influenciam o aroma e o nível de açúcar, entre outros.

Josep Maria Casacuberta, um dos responsáveis pelo estudo, afirmou que este trabalho é uma forma de, no futuro, potenciar análises que permitam satisfazer objectivos como: «o aumento da qualidade do fruto ou a resistência a pragas e doenças». Além disso, são estudos como este que permitem endereçar os problemas «do aumento do número de habitantes na Terra, da escassez de água e terra ou do impacto das alterações climáticas», acrescentou.




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